sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O 1º Post de Outubro e do Verdadeiro Outono.

Nada melhor do que começar o Outono com uma boa notícia. Depois de uma paragem de um ano, eis o regresso da revista que já fazia falta: Premiere, a revista portuguesa sobre cinema de volta ao mercado.
Não se esqueçam também das revistas online, Take Cinema Magazine e a Red Carpet, duas revistas de cinema igualmente interessantes, que merecem uma vista de olhos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sugestão da Semana:

Recomendo vivamente uma visita ao O Pátio das Letras - Espaço Memória, um novo espaço cultural em Faro. É composto duma livraria, uma esplanada com serviço de bar e um sítio de exposições. Um lugar de cultura muito agradável.

sábado, 20 de setembro de 2008

Críticas.

As críticas da quinzena do Carteia:



Título: Mamma Mia!

Ano: 2008

Realização: Phyllida Lloyd

Elenco: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Colin Firth, Stellan Skarsgård, Pierce Brosnan, Christine Baranski, Julie Walters e Dominic Cooper

Género: Musical, Comédia

País: E.U.A., Reino Unido e Alemanha

Produção: Judy Craymer, Gary Goetzman, Benny Andersson, Björn Ulvaeus, Tom Hanks e Rita Wilson

Argumento: Catherine Johnson

Música: Benny Andersson e Björn Ulvaeus

Fotografia: Haris Zambarloukos

Montagem: Lesley Walker

Sinopse/Crítica: Eis a sugestão ideal para o final das suas férias de Verão: uma bela escapadinha até às ilhas gregas, para assistir ao casamento de Sophie (Amanda Seyfried) e Sky (Dominic Cooper). Conheça também a mãe de Sophie, Donna (Meryl Streep) e a suas amigas Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters). E não se esqueça de cumprimentar os três possíveis pais de Sophie, Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgård) e Harry (Colin Firth), antigos namorados de Donna. Vai ver que vai valer a pena descobrir os segredos desta família.

Este convite é o mote para assistir à adaptação cinematográfica do musical Mamma Mia!, baseado nas canções intemporais dos ABBA. Escrito por Catherine Johnson, produzido por Judy Craymer, encenado por Phyllida Lloyd e com a música e supervisão musical de Benny Andersson e Björn Ulvaeus, ex-membros da banda sueca, o musical têm sido um sucesso estrondoso no mundo inteiro, desde a sua estreia em 1999, ultrapassando o sucesso obtido pelos musicais Cats e O Fantasma da Ópera.

Com todo este sucesso era inevitável a adaptação do musical para cinema. Como se costuma dizer que em equipa que se ganha não se mexe, todos os elementos da produção teatral passaram directamente para a produção fílmica, ficando a encenadora Phyllida Lloyd a cargo da realização do filme.

Toda a energia, cor e alegria do musical é transportada para a fita, com as contagiantes músicas dos suecos a serem o fio condutor narrativo, como seria de esperar, através das danças muito bem coreografadas. Apesar de estarmos perante um bom filme musical, a realização denota algumas falhas. Alguns exemplos: o mau uso dos ecrãs verdes para o fundo computorizado nas cenas de estúdio quebram a ilusão do espectador. Em alguns diálogos, o campo e contra-campo também não é usado da melhor forma.

Pontos fracos completamente abafados pela entrega do talentoso elenco. Meryl Streep e Amanda Seyfried assumem-se como as protagonistas vocais e o antigo James Bond, Pierce Brosnan, revela-nos um lado pouco conhecido: a musicalidade da sua voz. É fenomenal ver todo o elenco a cantar e a divertir-se a fazê-lo, com Julie Walters a ser a responsável pelos momentos mais cómicos.

Mamma Mia! é, sem qualquer dúvida, a festa de Verão que faltava, mesmo em final de estação.

Classificação: *** - Bom.

Curiosidades sobre o filme:

O enredo do filme foi adaptado do filme de 1968, Buona Sera, Mrs. Campbell, protagonizado pela actriz italiana Gina Lollobrigida.



Título: Hot Fuzz – Esquadrão de Província (Hot Fuzz)

Ano: 2007

Realização: Edgar Wright

Elenco: Simon Pegg, Nick Frost, Bill Nighy, Martin Freeman, Timothy Dalton, Jim Broadbent e Paddy Considine

Género: Comédia, Acção

País: Reino Unido, França

Produção: Nira Park, Tim Bevan e Eric Fellner

Argumento: Simon Pegg e Edgar Wright

Música: David Arnold

Fotografia: Jess Hall

Montagem: Chris Deakins

Sinopse/Crítica: Dos criadores de Shaun of the Dead (2004), Edgar Wright e Simon Pegg (respectivamente realizador e actor, ambos argumentistas), chega-nos esta comédia de acção, um tributo aos grandes filmes de acção de Hollywood mas com o típico humor britânico à mistura.

O sargento Nicholas Angel (Simon Pegg) é o melhor agente da Polícia Metropolitana de Londres. Ele é tão bom que a sua dedicação ao trabalho deixa os colegas e os superiores mal vistos no seio da Polícia, tanto que estes são obrigados a transferi-lo. Assim, ele é transferido para a vila mais calma de Inglaterra, Sandford, uma pacata vila onde todos se conhecem, onde a vida é vivida devagar. Após a chegada de Angel, estranhos acidentes acontecem e várias pessoas aparecem mortas. Tudo é tratado como meros acidentes e como ninguém desconfia de ninguém, nem se quer se põe a hipótese de serem homicídios. Mas Angel não se convence e com o seu parceiro Danny Butterman (Nick Frost), um polícia fanático por filmes de acção, tentam descobrir o que se passa, numa vila que de pacata, só a aparência.

O filme é uma propositada homenagem às famosas fitas hollywoodescas de acção, alguns westerns spaguetti de Sergio Leone e séries televisivas de sucesso. As referências são enormes, tanto ao nível dos diálogos como ao nível dos planos filmados, existindo até apropriação dalgumas cenas emblemáticas. Tudo regado com uma grande dose do humor negro britânico. Dentro dos homenageados, estão: Por um Punhado de Dólares (1964); O Bom, O Mau e o Vilão (1966); Monty Python's Flying Circus (1969); Dirty Harry (1971); Chinatown (1974); Tubarão (1975); Os Marretas (1976); Mad Max (1979); He-Man and the Masters of the Universe (1983); Miami Vice (1984); Arma Mortífera (1987); Assalto ao Arranha-Céus (1988); Tudo Bons Rapazes (1990); Ruptura Explosiva (1991); Cães Danados (1992); Parque Jurássico (1993); A Verdade da Mentira (1994); Léon – O Profissional (1994); Romeo + Juliet (1996); Estrada Perdida (1997); Bad Boys II (2003) e claro, Shaun of the Dead (2004).

Uma hilariante comédia de acção, com uma boa história e com excelentes momentos de acção que entretêm por completo o espectador, um dos objectivos deste género de cinema.

Para quem quer sair da sua vida rotineira, nem que seja por duas horas, esta é a película ideal.

Classificação: *** - Bom.

Curiosidades sobre o filme:

- Simon Pegg e Edgar Wright criaram em 2004, a comédia de horror Zombie Party – Uma Noite…De Morte (Shaun of the Dead). Altamente recomendável.



Legenda:

*- Mau

** - A ver

*** - Bom

**** - Muito bom

***** - A não perder



(Textos publicados na edição de 18 de Setembro de 2008 do jornal Carteia.)

Um Dia Perfeito (2).

Hoje tive um dia perfeito. Melhor. Uma tarde perfeita. Nada é mais agradável do que ir comer um gelado à praia e passear à beira-mar, com uma pessoa de quem gostamos muito. Daquelas pessoas que nos fazem falta na vida. Daquelas, que sem elas, a nossa vida é apenas existência. Molhar os pés na água salgada, sentir a areia por entros dedos e olhar o horizonte, vezes sem conta. Sempre na companhia daqueles que mais gostamos. Pequenos nadas que transformam tudo. Carinho. Tranquilidade. Palavras que me vem à cabeça quando recordo este momento. Um momento que eu quero que dure para sempre...





Norah Jones - Sunrise

Sugestão Cinéfila da Semana (5):

Tempestade Tropical (2008), de Ben Stiller.
Uma sátira aos filmes de guerra e à "Fábrica dos Sonhos" de Hollywood. Acreditem ou não, vocês vão ver Tom Cruise como nunca o viram antes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Há Muito que Não Publico um Post.

Há uma professora que admiro muito no curso de Estudos Artísticos, que concluí no passado mês de Julho, que me deu um conselho muito precioso, na altura que iniciei o meu blogue: "Carlos, não escrevas no blogue só por escrever. Escreve quando sentires que deves escrever." Hoje, passados cinco meses depois de me ter iniciado nesta aventura dos blogues e da escrita em geral (antes não escrevia nada de relevante, apenas mandava umas cartas a amigos e familiares de vez em quando), percebo o conselho. É verdade, há muito que não publico um post da minha autoria. Isso deve-se apenas por não querer escrever algo só por escrever, seguindo o conselho sabedor de quem já anda nisto há muito mais tempo que eu. Para ser mais sincero, não me tenho sentido muito bem para escrever seja o que for, mesmo tendo lido ou visto obras dignas de mencionar uma palavra. Uma fase menos boa que parece que já está a passar. O amanhã vem aí a anunciar uma mudança. Sinto-o. Concerteza que daqui a uns dias haverá mais coisas escritas. As mudanças tem de ser encaradas com optimismo. Eu pertendo fazê-lo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sugestão Cinéfila da Semana (4):

Mamma Mia! (2008), de Phyllida Lloyd.
Um musical baseado nas eternas músicas do ABBA. Muito alegre e divertido.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mais Críticas do Jornal Carteia.

De quinzena em quinzena, nas salas ou em casa, as melhores sugestões de cinema no seu jornal Carteia:



Título: Hellboy II: O Exército Dourado (Hellboy 2: The Golden Army)

Ano: 2008

Realização: Guillermo del Toro

Elenco: Ron Perlman, Selma Blair, Luke Goss, Doug Jones, Anna Walton, Seth MacFarlane, John Hurt e Jeffrey Tambor.

Género: Aventura, Acção, Fantástico, Baseado em BD

País: E.U.A., Alemanha

Produção: Lawrence Gordon, Mike Richardson, Lloyd Levin e Joe Roth

Argumento: Guillermo del Toro, com história de Guillermo del Toro e Mike Mignola

Música: Danny Elfman

Fotografia: Guillermo Navarro

Montagem: Bernat Vilaplana

Sinopse/Crítica: O detective do paranormal está de volta. Hellboy continua grande, vermelho, com os seus chifres aparados e o seu imponente braço de pedra. Nesta nova aventura, o diabo vermelho e os seus companheiros do Gabinete de Pesquisa e Defesa Paranormal terão pela frente, talvez, os maiores adversários de sempre: o lendário Exército Dourado.

Depois da estreia do primeiro filme em 2004, a equipa criativa liderada por Guillermo del Toro e Mike Mignola, respectivamente realizador e criador da personagem, está de volta para a sequela: Hellboy II: O Exército Dourado. Uma curiosidade: a história para o novo filme foi escrita por ambos. De regresso está também o elenco original, com Ron Perlman à cabeça (e muito bem, mais uma vez), no papel do demónio encarnado.

Qual a palavra que melhor descreve e caracteriza o trabalho do cineasta Guillermo del Toro? Será a palavra “fantasia”? Ou será “imaginação”? Resposta: as duas. Fantasia e imaginação são as duas ideias sempre presentes no cinema do realizador mexicano. A sua capacidade criativa para mostrar seres e mundos para além do nosso faz-nos sentir de novo como crianças perante as histórias de embalar.

Estes são os caminhos por onde trilha Del Toro. Se olharmos para as suas obras anteriores, e mais concretamente a última, O Labirinto do Fauno (2006), descobrimos que o género fantástico ou fantasia, os filmes série B, os monstros clássicos da literatura e do cinema (como Frankenstein, por exemplo), as lendas e os contos da tradição oral, são as suas principais influências. Este novo Hellboy segue a mesma linha do seu antecessor, menos negro e com marcas claras de O Labirinto do Fauno. De facto, a diversidade de criaturas e de cenários que aparecem na película é sinal dessa influência. Parecem tão verosímeis que nós acreditamos que existem mesmo. O filme tem uma montagem dinâmica e coerente, com alguns planos a lembrarem também as vinhetas da BD.

Mas como quase todos os super heróis que conseguem salvar o mundo da adversidade, também este tem os seus pontos fracos. Aqui reside o humor que Del Toro imprime ao filme. Hellboy é muito bom no que faz, mas ao mesmo tempo tem de lidar com os seus problemas pessoais. A sua relação conjugal não anda muito bem: há discussões atrás de discussões. Tendo sido criado por homens, o herói nunca aceitou muito bem o facto de viver escondido, fora do olhar da sociedade. Quer ser reconhecido pelo que faz e quer viver uma vida normal, como qualquer humano. Porém, a sua aparência e vida são tudo menos coisas ditas normais. Uma crítica de Del Toro à sociedade americana e à forma como ainda encara as diferenças: com preconceito e medo.

Podemos então afirmar que Hellboy II: O Exército Dourado é uma história de embalar? Certamente, mas é mais que isso. É um fabuloso espectáculo visual, com uma narrativa interessante e cheia de momentos de humor.

Classificação: **** - Muito bom




Título: Este País Não È Para Velhos (No Country for Old Men)

Ano: 2007

Realização: Joel Coen & Ethan Coen

Elenco: Josh Brolin, Javier Bardem, Tommy Lee Jones, Kelly Macdonald e Woody Harrelson

Género: Thriller, Crime, Drama

País: E.U.A.

Produção: Scott Rudin, Ethan Coen e Joel Coen

Argumento: Joel Coen & Ethan Coen, baseado no romance de Cormac McCarthy

Música: Carter Burwell

Fotografia: Roger Deakins

Montagem: Roderick Jaynes (pseudónimo de Joel & Ethan Coen)

Sinopse/Crítica: O que têm em comum um xerife, um soldador e veterano do Vietname, e um assassino contratado? Nada mais, nada menos que uma mala que contém dois milhões de dólares: dinheiro de uma transacção de droga mal sucedida, ocorrida no Texas, próximo da fronteira com o México, no início de 1980.

Este é o mais recente filme dos irmãos Coen, o grande vencedor dos Óscares de 2007, tendo ganho o de melhor filme. Marca o regresso dos Coen aos thrillers violentos, se tivermos por comparação alguns dos seus registos anteriores, nomeadamente Sangue por Sangue (1984) e Fargo (1996). Este País Não É Para Velhos (2007), tal como os mencionados, têm pontos de contacto evidentes que chegam a ser, se quisermos ir mais longe, marcas de autor.

Uma dessas marcas, as paisagens, é nitidamente uma marca dos Coen. Quase todas localizadas no Midwest (Médio-Oeste) dos Estados Unidos, mostrando as estações do ano mais extremas, sejam elas o Verão intenso no Texas, visto em Sangue por Sangue (1984) e em Este País Não É Para Velhos (2007), ou o inverso, o Inverno rigoroso mostrado em Fargo (1996); Outras marcas, que embora não sejam consideradas marcas de autor, já que aparecem na maior parte dos filmes americanos e já fazem parte da história americana, e que são presença habitual nos filmes destes irmãos do Minnesota, são o dinheiro e a violência. O que quer que aconteça, o dinheiro está sempre presente e a violência, é forte, visceral e por vezes bastante macabra.

Este País Não É Para Velhos (2007) não foge aos exemplos anteriores, onde a violência é desencadeada por causa do dinheiro envolvido. As três personagens principais, que curiosamente nunca partilham os planos filmados, perseguem o dinheiro por motivos diferentes. O veterano do Vietname, Llewelyn Moss (Josh Brolin), encontrou a mala por acaso quando andava na caça e deparou-se com um cenário de morte e pick-up’s cheias de droga. Pensa que ter-lhe-á saído a sorte grande, mas a verdade é que não mediu bem as consequências do seu acto, pois tal como qualquer ladrão, volta ao local do crime, deixando um rasto que compromete a sua fuga. Anton Chigurh (Javier Bardem), o assassino profissional, a verdadeira encarnação do mal, pior que a peste negra, segundo um outro profissional do mesmo ramo, Carson Wells (Woody Harrelson), é o homem contratado para recuperar o dinheiro. Apesar de representar tudo aquilo que é mau e violento, é um homem com alguns princípios profissionais. Leva o seu trabalho até ao fim e fá-lo bem feito, decidindo a sorte de parte das suas vítimas, atirando uma moeda ao ar (o mesmo modus operandi dum vilão de Batman, Harvey “Duas-Caras” Dent, embora Chigurh não utilize sempre a moeda). E claro, também quer ficar com o dinheiro. Penso que este Mau Anton Chigurh, de Javier Bardem, em parte assemelha-se ao Mau Angel Eyes, de Lee Van Cleef em O Bom, o Mau e o Vilão, de Sergio Leone (1966). Por final temos Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), o velho xerife da história, à beira da reforma, que tenta com os seus meios, resolver este problema sem que seja derramado mais sangue, pois o que aí vêm não agoira nada de bom. Mas o vendaval de violência já começou e nada o poderá parar.

Contextualizando a história dentro da paisagem natural que vemos no filme, podemos dizer que estamos perante uma selecção natural darwiniana, onde a adaptação dos mais fortes lhes permite a sobrevivência. Tudo por causa do principal factor externo: o dinheiro. A nostalgia do xerife (narrada em voz-off no início da película, contrastando com a paisagem árida) apenas nos serve para verificar que os valores mudaram ou simplesmente deixaram de existir. Um retrato da América actual, onde a violência cresce cada vez mais longe da vida das grandes metrópoles.

Outro aspecto interessante neste filme dos Coen é a música. Melhor dizendo, a ausência dela. São poucas as cenas que contêm trechos musicais, ficando quase toda a banda musical relegada para os créditos finais. A ausência de música é importante para realçar as fortes paisagens desérticas texanas e cimentar a presença do mal, personificado pela personagem de Javier Bardem, que em boa verdade, está muito bem (Óscar merecidíssimo).

Este País Não É Para Velhos (2007) é sem dúvida um dos bons filmes do ano transacto e mostra que os Coen sabem contar histórias interessantes e sempre actuais, revisitando um género já extinto no cinema actual, onde a história dos Estados Unidos da América terá sido forjada: o western.

Classificação: ***** - A não perder


Legenda:

*- Mau

** - A ver

*** - Bom

**** - Muito bom

***** - A não perder


(Textos publicados na edição de 04 de Setembro de 2008 do jornal Carteia.)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Músicas de Que Gosto Muito (1).


Eric Johnson - S.R.V.





Eric Johnson - Manhattan

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mais uma Bela Música de Mafalda Veiga.



Mafalda Veiga - Entre Achados e Perdidos

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Sugestão Cinéfila da Semana (3):

Hellboy II: O Exército Dourado (2008), de Guillermo del Toro.
Mais um filme fantástico do realizador mexicano.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mais Críticas.

As minhas duas novas críticas do jornal Carteia:


Título: Get Smart – Olho Vivo (Get Smart)

Ano: 2008

Realização: Peter Segal

Elenco: Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne “The Rock” Johnson, Alan Arkin, Terence Stamp e Kenneth Davitian.

Género: Comédia, Acção, Baseado em série de TV.

Sinopse/Crítica: Adaptar séries televisivas de sucesso para o grande ecrã não é um conceito novo. Aliás, nos últimos anos, Hollywood têm-se servido desse conceito para justificar a sua falta de inspiração, procurando uma reintegração do original aos tempos pós-modernos, moldando-o a seu belo prazer, a fim de atingir o sucesso. O conceito não é necessariamente mau mas há sempre a tendência da comparação, elevando as expectativas de quem conhece o material original.

Para quem não se lembra, Get Smart – Olho Vivo (2008) é a transposição para o grande ecrã da famosa série televisiva Get Smart (em português, Olho Vivo), criada em 1965 por Mel Brooks e Buck Henry. Estávamos em plena Guerra Fria e a série parodiava o grande agente secreto da literatura e já estabelecido no cinema, James Bond. A Guerra Fria há muito que terminou, mas o agente 86 da agência secreta americana, CONTROL, Maxwell Smart (Steve Carell) está de volta, desta vez para combater novos inimigos, adeptos do terrorismo, personificados pela sociedade criminosa KAOS, adormecida há mais de 30 anos. Sempre com a ajuda da bela e perigosa Agente 99 (Anne Hathaway).

O filme assume-se como um up-grade da série dos anos 60, abordado de forma leve e cómica como o era na altura, apenas reinventa a origem da personagem principal. O argumento revela-se pouco ambicioso e demasiado centrado na relação entre Maxwell Smart e a Agente 99. Apesar das falhas, Peter Segal tem uma realização competente e potencia sempre o carácter cómico de Smart, muito bem interpretado por Steve Carell, a fazer lembrar Don Adams, o actor que interpretava a mesma personagem nos anos 60. Aliás este é o ponto forte de todo o filme: o elenco. Steve Carell está muito bem e é claramente o actor cómico do momento em Hollywood. Anne Hathaway revela os seus dotes de action girl e de Bond girl. Dwayne “The Rock” Johnson mostra que sabe fazer algo mais do que cenas de acção e Alan Arkin está estupendo no papel de Chefe da CONTROL, no qual arranca alguns dos melhores momentos de comédia.

Em suma, Get Smart – Olho Vivo, é claramente uma homenagem ao espírito da série televisiva, um filme simpático e competente, que cumpre o papel para que fora concebido: gerar um bom entretenimento para todos.

Classificação: ** - A ver

Curiosidades sobre o filme:

- Jennifer Love Hewitt e Rachel McAdams foram consideradas para o papel da Agente 99 antes de ir ter parado às mãos de Anne Hathaway.

- Quando o projecto entrou em desenvolvimento em 1998, Jim Carrey era um dos possíveis actores para interpretar a personagem principal.

- Anne Hathaway abriu o queixo durante as filmagens e teve de levar quinze pontos.

- Há referências aos três carros que foram mostrados na série original. O Sunbeam Tiger, o Volkswagen Karman Ghia e o Opel GT Todos estes carros apareciam nos créditos de abertura da série original. A série durante cinco anos, de 1965 a 1970.


Título: WALL-E (WALL-E)

Ano: 2008

Realização: Andrew Stanton

Elenco (Vozes): Sigourney Weaver, John Ratzenberger, Fred Willard, Jeff Garlin e Ben Burtt

Género: Animação, Ficção Científica

Sinopse/Crítica: Todos os anos somos brindados com um novo filme da Pixar Animation Studios, para muitos, o melhor estúdio de animação do mundo. Deles podemos sempre esperar mais e melhor pois parece não existir limites para a imaginação dos seus animadores. Quem ganha com isso somos nós, os espectadores. Esperemos contar com a sua magia por muitos e bons anos. WALL-E (2008) é o exemplo mais recente dessa magia.

No futuro o nosso mundo é uma gigantesca lixeira. Os humanos há muito que deixaram o planeta num cruzeiro espacial, prometendo um dia voltar quando a Terra se tornasse de novo sustentável à vida. Para trás, ficaram os robôs compactadores de lixo para limparem o planeta. WALL-E é o último desta espécie e está a limpar a Terra há 700 anos, tendo por sua única companhia, uma barata. Durante esse tempo, o pequeno e simpático robô foi desenvolvendo uma personalidade, coisa muito invulgar em máquinas, sendo muito curioso e um maníaco coleccionador de objectos deixados pelos humanos. Mas WALL-E sente-se muito só e o seu grande desejo é ter uma companhia para partilhar a sua vida. Um dia, a chegada de EVA, uma sonda robô enviada à Terra pelos humanos, muda a sua vida para sempre. Ao apaixonar-se pela bonita sonda, a sua vida ganha novo significado. Mas quando EVA tem de regressar para junto dos humanos, após ter terminado a sua missão, WALL-E não desiste e corre atrás dela pelo espaço fora, na maior aventura da sua vida.

Contextualizando dentro do cenário apocalíptico, o filme aborda temas extremamente importantes que afectam de forma negativa o nosso planeta: o consumismo exagerado e a poluição resultante, e a consequente perda de saúde humana devido à dependência da tecnologia e das máquinas. No fundo, é uma chamada de atenção para os nossos comportamentos actuais para com a nossa “casa”, o nosso planeta. De qualquer das maneiras, existem outros temas igualmente importantes, afectando de forma directa as personagens principais. Um deles é a solidão, os outros são o amor e a felicidade. Qualquer comparação entre Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, e WALL-E não é de todo descabida. Tal como Crusoe, WALL-E está preso, isolado nesta enorme “ilha” chamada Terra há imenso tempo, preso à sua eterna função de compactar lixo. É o último da sua série e o desenvolvimento de “uma consciência”, permite-lhe perceber que está só e que o seu único desejo é ter uma companhia afectiva, “alguém” a quem dar a mão. Daí o objecto mais precioso da sua vasta colecção seja uma cópia em VHS de Hello, Dolly! (1969), um musical de Gene Kelly. Mas como a esperança é a última a morrer, o desejo do pequeno e simpático robô é atendido através do aparecimento de EVA, a sonda robô. WALL-E fica perdidamente apaixonado por ela e sua vida ganha um novo sentido. Como o amor pode mudar a nossa maneira de ver o mundo e de nos tornar mais felizes. O amor e a felicidade, as eternas buscas humanas, são assim mostrados pelas simpáticas lentes daquele pequeno robô chamado WALL-E. Uma verdadeira lição de humanidade dada por uma construção do Homem.

Em termos técnicos, esta criação de Andrew Stanton é esplendorosa. O realizador não se poupou a esforços e mostra-nos uma estética visual muito própria, cheia de amor e ternura, muito bem combinada com alguns trechos de imagem real. O som é igualmente fabuloso, num filme quase sem diálogos. Uma narrativa visual, a fazer lembrar o longínquo cinema mudo. Esta é uma grande capacidade que o cinema tem, de mostrar tudo sem usar a ferramenta palavra. Sendo um filme de animação, enquadra-se também na ficção científica, onde existem referências aos grandes clássicos deste género. A mais óbvia é 2001: Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick. Primeiro pela utilização da música da sua sequência de abertura, a famosa abertura do poema sinfónico de Richard Strauss, Also sprach Zarathustra (1896) numa determinada sequência do filme e pelas parecenças entre o robô de Kubrick, HAL 9000 e AUTO, o piloto automático da nave dos humanos. Uma nota especial para os créditos finais, no qual é mostrada a evolução da pintura como arte, deste a pintura mais anciã até às vanguardas históricas, tudo dentro do contexto fílmico. Um momento artisticamente fabuloso.

Apesar do negativo cenário futurista, WALL-E (2008) é um filme muito positivo, um hino ao amor e à esperança. Com a união destes dois sentimentos, é possível mudar as nossas vidas, mudar o mundo e ambicionar um futuro melhor para todos.

WALL-E é a razão pela qual todos nós gostamos de ir ao cinema.

Classificação: ***** - A não perder


Legenda:

*- Mau

** - A ver

*** - Bom

**** - Muito bom

***** - A não perder

(Textos publicados na edição de 21 de Agosto de 2008 do jornal Carteia.)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sugestão Cinéfila (Atrasada) da Semana (2):

WALL-E (2008), de Andrew Stanton.
Mais um magnífico filme de animação da Pixar.

Frase do Dia (7).

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.» (Eça de Queirós)

sábado, 16 de agosto de 2008

Um Dia Perfeito (1).


Eis a possível definição de um DIA PERFEITO (digo possível, porque os dias perfeitos variam consoante a nossa própria definição do mesmo):


- Acordar tarde (por volta das 12h30m).


- Passar a tarde toda (desde as 14h45m até 18h30m) no 7 SEVEN SPA Vilamoura.


- Jantar com os meus avós.


- Dormir como um anjinho, pelo bem que o spa me fez...eh eh eh eh...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

EXTRA, EXTRA!

Amigos e leitores deste blogue, aqui fica o meu 1º trabalho a sério como crítico de cinema. Beijos e Abraços.

Título: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)

Ano: 2008

Realização: Christopher Nolan

Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Aaron Eckhart e Morgan Freeman.

Género: Acção, Thriller, Crime, Baseado em BD

Sinopse/Crítica: Há muito tempo que sabemos que Batman ultrapassou as fronteiras da banda desenhada, passando a incorporar a televisão e o cinema. Com Christopher Nolan, a personagem ganhou aquilo que nunca tinha ganho antes: uma postura verdadeiramente séria, humana e mais verosímil. Então o que dizer do novo filme de Batman, O Cavaleiro das Trevas (2008)? Se Batman - O Início (2005) já tinha elevado a fasquia, este ultrapassa-a completamente, sem saber quais serão os seus limites. Penso que estamos, certamente, perante um dos filmes do ano.

Nesta nova aventura, além do tenente Jim Gordon (Gary Oldman), Bruce Wayne/Batman (Christian Bale) conta com um novo aliado no combate ao crime organizado de Gotham City: o Procurador-Geral, Harvey Dent (Aaron Eckhart). Mas tudo se torna mais difícil quando um novo criminoso aparece na cidade. Joker (Heath Ledger), de seu nome, espalhará o medo e o terror pelas ruas, se ninguém tomar medidas.

Uma premissa simples, mas com uma história bastante elaborada, coerente e muito bem contada por imagens, como Nolan já nos vem habituando. O filme é longo mas sem tempos mortos, graças a uma montagem eficaz, cheia de clímaxes e anti-clímaxes, até a sua conclusão final.

O filme invoca novamente a questão das escolhas. De que lado estamos? Termos o poder para agir e resolver os problemas, justifica quebrar a lei? Todas as escolhas que fazemos não afectarão também os que nos rodeiam? Jogaremos, seguiremos as regras ou ignoramo-las? Quão ténue será a linha que separa o bem do mal, a ordem do caos? Questões com as quais se depara Bruce Wayne/Batman, quando vê em Harvey Dent, o seu possível sucessor na “limpeza” das ruas de Gotham City.

O elenco é fabuloso, como já o tinha sido em Batman - O Início. Sem contar com os repetentes, Christian Bale, Michael Caine, Gary Oldman e Morgan Freeman, que estão muito bem, os estreantes Maggie Gyllenhaal e Aaron Eckhart estão óptimos, com uma palavra especial para Heath Ledger, no papel do maquiavélico palhaço assassino Joker. Todos sabemos que o actor faleceu no passado mês de Janeiro, criando uma enorme expectativa à volta do filme e da personagem interpretada. De facto, Ledger tem aqui o grande papel da sua (curta) vida, recriando à sua maneira, todos os atributos que Joker já nos tinha habituado na BD. É impossível o espectador não se fascinar pelo misto de atracção e repulsa que a personagem provoca. Desejamos sempre que apareça na tela quando não está e sentimo-nos aterrorizados quando ele aparece em cena. Ficamos sempre sem saber o que esperar dele, pois é totalmente imprevisível. Já se fala em Óscares. A ver vamos.

Uma nota de destaque para a música de Hans Zimmer e James Newton Howard, que consegue prender o espectador nos momentos de maior tensão. Zimmer e Howard também compuseram a banda sonora de Batman - O Início (2005).

O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan, é sem dúvida o filme deste Verão, um dos melhores do ano, e é tudo aquilo que um blockbuster deve ser efectivamente: um grande filme, com uma grande história.


Classificação: ***** - A não perder


Legenda:

*- Mau

** - A ver

*** - Bom

**** - Muito bom

***** - A não perder


(Texto publicado na edição de 07 de Agosto de 2008 do jornal Carteia.)

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Agora é Mesmo Verdade.


Sim, hoje tive a confirmação que faltava. Amigos e amigas, acabei a minha licenciatura em Estudos Artísticos. Estou muito feliz. Parabéns a mim!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Crítica Cinematográfica nº 9.


O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan

Há muito tempo que sabemos que Batman ultrapassou as fronteiras da banda desenhada, passando a incorporar a televisão e o cinema. Com Christopher Nolan, a personagem ganhou aquilo que nunca tinha ganho antes: uma postura verdadeiramente séria, humana e mais verosímil. Então o que dizer do novo filme de Batman, O Cavaleiro das Trevas (2008)? Se Batman - O Início (2005) já tinha elevado a fasquia, este ultrapassa-a completamente, sem saber quais serão os seus limites. Penso que estamos, certamente, perante um dos filmes do ano.
Nesta nova aventura, além do tenente Jim Gordon (Gary Oldman), Bruce Wayne/Batman (Christian Bale) conta com um novo aliado no combate ao crime organizado de Gotham City: o Procurador-Geral Harvey Dent (Aaron Eckhart). Mas tudo se torna mais difícil quando um novo criminoso aparece na cidade. Joker (Heath Ledger), de seu nome, espalhará o medo e o terror pelas ruas, se ninguém tomar medidas.
Uma premissa simples, mas com uma história bastante elaborada, coerente e muito bem contada por imagens, como Nolan já nos vem habituando. O filme é longo mas sem tempos mortos, graças a uma montagem eficaz, cheia de clímaxes e anti-clímaxes, até a sua conclusão final.
O filme invoca novamente a questão das escolhas. De que lado estamos? Termos o poder para agir e resolver os problemas, justifica quebrar a lei? Todas as escolhas que fazemos não afectarão também os que nos rodeiam? Jogaremos, seguiremos as regras ou ignoramo-las? Quão ténue será a linha que separa o bem do mal, a ordem do caos? Questões com as quais se depara Bruce Wayne/Batman, quando vê em Harvey Dent, o seu possível sucessor na “limpeza” das ruas de Gotham City.
O elenco é fabuloso, como já o tinha sido em Batman - O Início. Sem contar com os repetentes, Christian Bale, Michael Caine, Gary Oldman e Morgan Freeman, que estão muito bem, os estreantes Maggie Gyllenhaal e Aaron Eckhart estão óptimos, com uma palavra especial para Heath Ledger, no papel do maquiavélico palhaço assassino Joker. Todos sabemos que o actor faleceu no passado mês de Janeiro, criando uma enorme expectativa à volta do filme e da personagem interpretada. De facto, Ledger tem aqui o grande papel da sua (curta) vida, recriando à sua maneira, todos os atributos que Joker já nos tinha habituado na BD. É impossível o espectador não se fascinar pelo misto de atracção e repulsa que a personagem provoca. Desejamos sempre que apareça na tela quando não está e sentimo-nos aterrorizados quando aparece em cena. Ficamos sempre sem saber o que esperar dele, pois é totalmente imprevisível. Já se fala em Óscares. A ver vamos.
Uma nota de destaque para a música de Hans Zimmer e James Newton Howard, que consegue prender o espectador nos momentos de maior tensão. Zimmer e Howard também compuseram a banda sonora de Batman - O Início (2005).
O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan, é sem dúvida o filme deste Verão, um dos melhores do ano, e é tudo aquilo que um blockbuster deve ser efectivamente: um grande filme, com uma grande história.


(24/07/2008)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sugestão Cinéfila da Semana (1):

O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan.
Já vi e aconselho vivamente. Sejam ou não fãs do Batman, acreditem que vão ver um grande filme. Uma crítica minha sobre o filme sairá brevemente.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

domingo, 20 de julho de 2008

Sala de Cinema.

Imagem disparada contra a tela,
Como quem pinta uma aguarela.
Esta é a minha sala de cinema,
Onde a história se desenrola
E ninguém se descola.
É vida que ali está exposta,
Coisa que a gente gosta.
Na sala de cinema ninguém pode tirar
A vontade de sonhar.
Naquelas duas horas somos outrém.
Exactamente aquilo que o cinema de bom tem.
Entrem! Não percam o vosso lugar!
Que na minha sala de cinema,
O filme está prestes a começar…


20 de Julho de 2008, 00h35m.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O Cavaleiro das Trevas.


Bem-vindos "ao" meu mundo sem regras.

A 24 de Julho nos cinemas. Está quase...

Mãe, Acho que Acabei o Curso!

Bem...parece que sim, acabei mesmo curso, ainda que faltem saber 2 notas. Mas há certeza que não serão negativas, por isso posso dizer que sim, que finalizei a minha Licenciatura em Estudos Artísticos! Sinto-me feliz! Demorou algum tempo mas acabei. Foram alguns anos na universidade num curso que não gostava (Eng. Agronómica - Ramo de Hortofrutícultura) até este aparecer, mudar e completá-lo, sem deixar nada para trás. E sempre a trabalhar em part-time, naquele cinema, onde já vivi melhores dias. Parece que foi ontem. Os 3 anos do curso passaram a correr...
Ontem, dia 16, tive uma festa de aniversário do melhor. Muita comida, muita bebida, gente muito porreira e fantástica. Parabéns mais uma vez, Paulo. E uma palavra de muito apreço para a anfitriã Adélia, que nos abriu a sua casa para mais uma festa. Nunca lá tinha estado e gostei imenso. Obrigado pela noite maravilhosa, Paulo e Adélia. Beijos e Abraços!

sábado, 12 de julho de 2008

Humor.


Jeff Dunham com o seu boneco, Sweet Daddy Dee. Para rir até não poder mais.

Rock para Alegrar a Malta.



Iron Maiden - Can I Play With Madness

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Já Falta Pouco.

É verdade. O fim aproxima-se, ainda que lentamente. Falta apenas fazer e entregar um trabalho. Dia 15 será o dia D. Sinto-me contente por estar a chegar ao fim de um ciclo e prestes a começar outro. Sinto-me ansioso, mas no bom sentido, e sinto que correrá tudo bem. Os meus cumprimentos para todos aqueles que estão na mesma situação que eu. Os grandes e bons esforços serão todos bem recompensados. Mais uma vez: Força Pessoal!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Olhar.

As paixões e os amores flutuam pelo ar
Como a brisa da Primavera e os golfinhos nas ondas do mar.
Impossível é não me fascinar pela meiguice do teu olhar.
Mas só o teu sorriso me faz sonhar, querer contigo partilhar
O meu amor por ti numa noite ao luar.
Porque quando anoitece, o meu coração sente
E o teu sorriso reconhece, pois estás sempre presente dentro da minha mente.
Apaixonei-me pela tua simplicidade, onde a vaidade não mora.
E agora, por esta hora, aquilo em que penso é apenas
Que durmas um sono lento e reconfortante.
Porque de manhã o amor virá de rompante
E os teus beijos me deixarão com o mais puro sorriso cintilante.


07 de Junho de 2008, 04h44m.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Julho, Mês de Cinema sem Borla.

Pois é. A reunião mensal do meu trabalho, que me permite ter "papelinhos mágicos" para ver cinema à borla, foi adiada para o mês que vêm. Foi, não! Eu, no meio da minha irresponsabilidade, esqueci-me completamente da reunião, adiando-a para Agosto. Logo agora que vão começar os "blockbusters" de Verão, em especial O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan, a 24 de Julho. Agora ver cinema, só mesmo a pagar. Pois é, temos pena, muita pena. Enfim, vou ali acabar os meus trabalhos. C'est la vie!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Trabalhos Finais.

Hoje é dia de começar a acabar os trabalhos finais do curso. O calor e a vontade não ajudam. Têm de ser feitos, não há volta a dar. Enfim, vou regressar ao trabalho...