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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sugestão Cinéfila da Semana (36):

A comemorar o 50º Aniversário da saga cinematográfica do agente 007, eis que chega o seu novo filme:

Skyfall (2012), de Sam Mendes. Estreia a 26 de Outubro.

Aqui ficam o poster e o mais recente trailer:




 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nomeados aos Óscares 2012.

Blogue de cinéfilo sem falar de Óscares não é blogue.
Dia 26 de Fevereiro veremos quem ganha. As nomeações: aqui e aqui.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Numa Palavra? Fabuloso! E O Filme Também.



Sequência de abertura do filme Millenium I: Os Homens que Odeiam as Mulheres (2011), de David Fincher.
Fica aqui a sugestão da semana. ;)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Outro Lado da 2ª Guerra Mundial.

Neste últimos 10 dias dei-me conta dum facto completamente aleatório e curioso.
Durante esses dias, o meu processo normal de "aculturação" cinematográfica e teatral, directa ou indirectamente, tocaram no mesmo assunto, na mesma temática: a 2ª Grande Guerra, o maior horror da História da Humanidade. Mas desta vez, sob um ponta de vista diferente do habitual.
Normalmente a maior parte dos filmes ou peças de teatro que vemos sobre esta guerra, descrevem, mencionam e/ou enfatisam as forças aliadas, mostrando pouco o outro lado da barricada. Desta vez, tive oportunidade de olhar para o outro lado, o lado alemão e o lado judeu.

Os filmes:

- A Queda - Hitler e o Fim do Terceiro Reich (2004), de Oliver Hirschbiegel. Um poderoso e angustiante retrato dos últimos dias da guerra, da derrota alemã e da vida de Adolf Hitler;

- Australia (2008), de Baz Luhrmann. Este toca na temática indirectamente, pois reconstrói os ataques do Japão à Australia, em 1941, após o ataque a Pearl Harbour, no Hawaii. Não nos é mostrado o lado japonês;

- Resistentes (2008), de Edward Zwick. A história de coragem dos quatro irmãos Bielski, biélorussos judeus que resistiram às investidas alemãs, salvando mais de 1200 pessoas.

A peça de Teatro:

- De Homem para Homem, com Beatriz Batarda. A história duma alemã judia no seu país natal, entre os anos 30 e os anos 80 do século XX.

A reflexão que posso tirar deste curioso apontamento sobre o outro lado da guerra é que, tal como em todas as histórias, existem sempre duas versões, duas visões, dois lados distintos. Na maior parte das vezes quase nunca olhamos para o "outro lado" e isso é necessário para compreendermos o que leva o ser humano a fazer coisas tão horrendas como estas que sucederam na 2ª Guerra Mundial.

sábado, 24 de maio de 2008

Crítica Cinematográfica nº 1.


A Invasão (2007), de Oliver Hirschbiegel

Um vaivém espacial despenha-se ao chegar à Terra. Consigo trás um vírus extraterrestre, que num espaço de dias, começa a infectar a humanidade. O vírus, que actua durante o sono profundo, transforma os humanos em autómatos frios, privados de qualquer emoção, tornando-os semi-pacíficos. Como o vírus é transmitido por qualquer portador através da troca de fluidos, para fugir à contaminação, é necessário as pessoas manterem-se acordadas.
Esta premissa, nada nova, tem longa data. Este filme é mais uma adaptação, a quarta, do romance de ficção científica, The Body Snatchers, de 1955, escrito pelo norte-americano Jack Finney, cujas versões anteriores são respectivamente, A Terra em Perigo (Don Siegel, 1956), A Invasão dos Violadores (Philip Kaufman, 1978) e Violadores - A Invasão Continua (Abel Ferrara, 1993).
Este thriller de ficção científica é protagonizado pela australiana Nicole Kidman e pelo inglês Daniel Craig, o novo James Bond. É realizado pelo alemão Oliver Hirschbiegel (o seu primeiro filme em língua inglesa), conhecido pelo filme A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich, aclamado pelo público e pela crítica em 2004, e escrito pelo argumentista David Kajganich. Apesar de tudo, por falta de algumas cenas mais espectaculares, os produtores e o estúdio, Warner Bros., decidiram reescrever e refilmar algumas cenas e para isso contrataram os irmãos Wachowski (Matrix, 1999) e o realizador James McTeigue (V de Vingança, 2005).
O filme é uma alegoria à situação política americana actual e todos os conflitos que daí advêm, como são exemplo a guerra no Iraque, genocídio em Darfur, ou mesmo a catástrofe natural causada pelo furacão Katrina. Tudo isto contrariamente à paz do planeta trazida pelo vírus alienígena, já que o completo estado de transe não leva os “humanos alterados” a cometer actos demasiadamente violentos. Além disso a ideia da personagem principal ser uma psiquiatra que receita medicamentos anti-depressivos, reflecte bem o estado depressivo em que a humanidade se encontra actualmente, causas essas que também têm a ver com as situações políticas e ambientais, referidas anteriormente.
Neste mundo pós-moderno, permanentemente engolido por uma sociedade individualista, consumista, podre, decadente, cheia de desgraças, que acontecem pelo globo fora, as pessoas andam desnorteadas, inseguras, apreensivas, apavoradas, depressivas até e não conseguem encontrar a sua paz interior. Os “humanos alterados” pelo vírus vêem mostrar que é possível viver em paz, coisa que os nossos governos mundiais nunca conseguiram resolver. Mas paz até que ponto? E se nós, os humanos, seres emocionais, só entendemos a agressividade e a violência na resolução dos nossos conflitos, então o que seriamos se não houve nada disso, nem violência, nem emoções? Deixávamos de ser humanos? A ideia parece absurda, mas tem algum fundamento, embora completamente discutível.
Ainda que estas ideias contextuais tragam uma mais-valia ao conteúdo do filme, a sua linha narrativa é simplista, com um final apressado e onde as cenas de maior suspense pecam exactamente pela falta desse mesmo suspense. Uma nota para o trabalho dos actores principais, que se mostram bastante competentes, apesar de não sentir a química entre Kidman e Craig, que até formam um par bastante interessante. Um filme que se vê bem e que não nos provoca pesadelos à noite.


(14-11-2007)