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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nomeados aos Óscares 2012.

Blogue de cinéfilo sem falar de Óscares não é blogue.
Dia 26 de Fevereiro veremos quem ganha. As nomeações: aqui e aqui.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Vida, por Woody Allen.

A Minha Próxima Vida

«Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "SPA" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo.»

Woody Allen

(recebido de e-mail)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Para Pensar (9).

«A vida não tem sentido. Não há ninguém lá em cima. Mas, apesar de tudo, tentamos ser felizes.» (Woody Allen) - in Revista Premiere - A Revista de Cinema, nº 17, Fevereiro 2010, II Série, pág. 54.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

sábado, 24 de maio de 2008

Crítica Cinematográfica nº 2.


Poderosa Afrodite (1995), de Woody Allen

Ao descobrir que o seu filho adoptivo tem grandes capacidades intelectuais, Lenny (Woody Allen) fica obcecado e lança-se numa demanda para encontrar os pais biológicos da criança. Descobre então que o pai faleceu e a mãe, Linda (Mira Sorvino) é uma prostituta e actriz pornográfica em part-time, e além de não ser muito dada à inteligência.
Uma história aparentemente banal e dramática, que Allen consegue, com mestria, transformá-la numa hilariante comédia. Allen mostra a sua visão dos clássicos da tragédia grega, como Édipo Rei ou Antígona, utilizando o coro como elemento narrativo e também como guia e conselheiro da personagem principal, originando uma interacção que provoca excelentes momentos de verdadeira comédia, onde os diálogos, marca de Allen, são fundamentais. Outro dos truques cómicos do filme está na diferença de alturas entre as duas personagens principais. Lenny é baixo enquanto Linda é alta.
Allen provoca o espectador com as sucessivas mudanças de plano entre a Antiga Grécia e a Big Apple na actualidade, movimentando a personagem principal e o coro em ambos os planos, obrigando-o a interrogar-se e concentrando a sua atenção sobre o que se vai passando no filme. Este estranhamento cinematográfico é importante para mostrar a importância da tragédia grega, personificada principalmente pelo coro. Tudo o que acontece na actualidade não é por acaso.
A psicanálise volta a estar presente desta vez com Édipo Rei.
Esta é a verdadeira homenagem do realizador nova-iorquino aos Clássicos Gregos, mostrando que ainda há espaço para eles na actualidade e que as suas histórias são intemporais e nos alertam para coisas e situações importantes da vida.



(17-11-2007)