sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Tempo.

O tempo
Vem do tempo antes do tempo ser medido,
Vem do fundo profundo
Dos mares que não tinham água ou continentes
E nunca parou em ilhas ou cidades
Para mudar de nome ou de caminho,
Não houve força de gigante
Ou vento trovejante
Que desse corda ao relógio
Desta mítica jornada,
Lavrada no rasto dum pássaro de fogo
Que levantou do nada.



in
Serra, Manuel dos Santos, Sobreposições - Poemas, Loulé, 2001, pág. 110.


Lido por mim, na Noite de Poesia do Draculea Café - Bar, no dia 01 de Junho de 2010.

1 comentário:

Fábio disse...

Olá gostaria de convidar a conhecer meu trabalho através do blog Ecos do Teleco Teço (WWW.ECOSDOTELECOTECO.BLOGSPOT.COM) . Grande abraço e sucesso com sua proposta !! Axé